
Rússia 2018: O bicampeonato francês e uma final inesquecível
Com a queda precoce da Alemanha, a ascensão meteórica da Croácia e um eletrizante 4 a 2 em Moscou, a França conquistou seu segundo título mundial, imortalizando Didier Deschamps no seleto grupo dos campeões como jogador e treinador.
A Copa do Mundo da FIFA de 2018, realizada na Rússia entre 14 de junho e 15 de julho, ficará marcada como um dos torneios mais imprevisíveis e emocionantes das últimas décadas, culminando em uma final com uma chuva de gols inédita em muito tempo.
Logo na fase de grupos, o torneio chocou o mundo: a Alemanha, então detentora do título, caiu precocemente após derrotas para México e Coreia do Sul. Enquanto os alemães decepcionavam, os donos da casa, a Rússia, surpreenderam ao golear a Arábia Saudita por 5 a 0 na estreia e chegar até as quartas de final, eliminando a Espanha nos pênaltis em sua campanha mais sólida desde a dissolução da URSS.
O grande fenômeno da edição foi a Croácia. Com uma campanha perfeita na fase inicial — vitórias sobre Nigéria, Argentina e Islândia — os croatas ganharam corpo durante o mata-mata ao superarem Dinamarca, a própria Rússia e a Inglaterra. O maestro Luka Modrić comandou o meio-campo com maestria, sendo eleito o melhor jogador do torneio e, posteriormente, ganhando a Bola de Ouro.
A caminhada da França rumo ao título foi marcada pela intensidade. Nas oitavas, os franceses protagonizaram o melhor jogo da Copa, vencendo a Argentina por 4 a 3, com uma atuação de gala do jovem Kylian Mbappé, de apenas 19 anos, e um golaço de voleio de Benjamin Pavard. No mesmo dia, o Uruguai eliminou Portugal de Cristiano Ronaldo. Nas quartas, a Bélgica despachou o Brasil por 2 a 1, mantendo o jejum brasileiro de não atingir as semifinais, antes de cair para a França por 1 a 0 na semifinal. A Croácia, por sua vez, garantiu sua vaga na decisão ao virar sobre a Inglaterra por 2 a 1, com gol de Mario Mandžukić na prorrogação.
O duelo final em Moscou foi um espetáculo raro. Mandžukić abriu o placar com um gol contra, o primeiro na história em finais de Copa, mas Ivan Perišić empatou. A França retomou a vantagem com um pênalti de Antoine Griezmann, confirmado após revisão do VAR. No segundo tempo, Paul Pogba e Mbappé ampliaram, e embora Mandžukić tenha descontado, a França segurou o 4 a 2. Didier Deschamps fez história ao se tornar o terceiro homem a vencer a Copa como jogador e treinador, juntando-se a Mário Zagallo e Franz Beckenbauer.
Estatísticas e Dados
Artilheiro: Harry Kane (Inglaterra) — 6 gols
Elenco Campeão: Lloris, Pavard, Kimpembe, Varane, Umtiti, Pogba, Griezmann, Lemar, Giroud, Mbappé, Dembélé, Tolisso, Kanté, Matuidi, Nzonzi, Mandanda, Rami, Fekir, Sidibé, Thauvin, Hernández, Mendy, Areola
Treinador: Didier Deschamps
Partidas com mais gols: Bélgica 5-2 Tunísia, Inglaterra 6-1 Panamá, França 4-3 Argentina
Total de gols: 169 | Média por jogo: 2.64
Público recorde: 78.011 — França x Croácia (final) | Média de público: 47.371