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México 1970: A Copa do Mundo Definitiva e a Seleção Brasileira Imbatível

O Mundial de 1970, no México, é amplamente lembrado como o ápice estético do futebol. Entre o 'Jogo do Século', o gol mais plástico da história das Copas e a consagração definitiva de uma seleção brasileira lendária que conquistou a posse permanente da Taça Jules Rimet, aquele torneio definiu o padrão de excelência do esporte.

A Copa do Mundo da FIFA de 1970, realizada no México entre 31 de maio e 21 de junho, permanece na memória coletiva como o ápice do futebol mundial. Naquele verão, o esporte alcançou um patamar de perfeição inigualável, e o Brasil foi a sua representação mais sublime.

Com uma mistura de talento técnico, alegria contagiante e autoridade em campo, Pelé e seus companheiros dominaram o torneio. Ao lado do Rei do Futebol, brilhavam astros como Jairzinho, Gérson, Tostão, Rivellino e o capitão Carlos Alberto, todos capazes de resolver confrontos individuais, mas que, juntos, formavam um conjunto próximo à perfeição. Após liderar um grupo que incluía Tchecoslováquia, Romênia e a atual campeã Inglaterra, o Brasil superou o Peru por 4-2 nas quartas de final e passou pelo Uruguai por 3-1 na semifinal.

O sonho da Inglaterra de defender o título de 1966 ruiu nas quartas de final contra a Alemanha Ocidental, em um duelo que ecoou a final de Wembley. Os ingleses abriram 2-0, repetindo o cenário de quatro anos antes, mas os alemães buscaram o empate em 2-2 no final do tempo regulamentar. Desta vez, sem polêmicas na prorrogação, Gerd Müller garantiu o 3-2 e eliminou o time de Alf Ramsey.

A outra semifinal ficou marcada como o "Jogo do Século". Itália e Alemanha Ocidental protagonizaram um 4-3 alucinante na prorrogação, decidido por Gianni Rivera. A imagem de Franz Beckenbauer, com o ombro deslocado e enfaixado, lutando até o fim, tornou-se um dos ícones do torneio. Os alemães ainda conquistaram o terceiro lugar ao vencer o Uruguai por 1-0.

A grande final foi a coroação brasileira. O placar de 1-1, com gols de Pelé e Boninsegna, persistiu até a metade do segundo tempo, quando o Brasil deslanchou. Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto selaram a goleada de 4-1. O gol do capitão, após uma troca de passes primorosa aos 86 minutos, é até hoje considerado o mais bonito da história das Copas. Com o terceiro título mundial, o Brasil garantiu a posse definitiva da Taça Jules Rimet.

Estatísticas e Dados Técnicos

Artilheiro: Gerd Müller (Alemanha Ocidental) — 10 gols

Elenco Campeão: Félix, Brito, Piazza, Carlos Alberto, Clodoaldo, Jairzinho, Gérson, Tostão, Pelé, Rivellino, Everaldo, Ado, Leão, Antônio, Roberto, Baldochi, Fontana, Camargo, César, Edu, Dário, Zé Maria

Treinador: Mário Zagallo

Partida com mais gols: Alemanha Ocidental 5-2 Bulgária

Total de gols: 95 | Média por partida: 2,97

Público recorde: 108.192 — México v Bélgica | Média de público: 50.124

05

dias

20

horas

51

min

40

seg

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