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Japão busca surpresa na Copa do Mundo seguindo o exemplo da Coreia do Sul

Com três vitórias consecutivas, um ataque implacável e quatro anos de amadurecimento tático, o Japão se consolida como uma das maiores ameaças silenciosas para a próxima Copa do Mundo.

O Japão desembarca na Copa do Mundo da FIFA 2026, na América do Norte e Central, com um objetivo definido: superar todas as expectativas. Segundo análises do World Football Index, repercutidas pelo Yahoo Japan, a equipe japonesa possui um plano estratégico sólido para causar impacto no torneio.

A seleção japonesa vive uma sequência notável, somando três vitórias consecutivas em jogos oficiais. Esse desempenho não é obra do acaso, mas o resultado de um projeto de quatro anos focado em evolução tática, que agora parece pronto para ser testado no nível mais alto do futebol mundial.

O estilo de jogo japonês baseia-se em uma pressão alta e intensa, priorizando transições ofensivas velozes. Desde a Copa do Catar, o time marcou quatro ou mais gols em 17 partidas diferentes — um dado expressivo que demonstra o poder de fogo do sistema implementado. Especialistas apontam que é justamente esse futebol organizado e dinâmico que costuma derrubar gigantes em competições de tiro curto, independentemente da ausência de estrelas individuais consagradas no elenco.

A grande inspiração para esse modelo é histórica: a campanha épica da Coreia do Sul nas semifinais da Copa do Mundo de 2002. Sob o comando de Guus Hiddink, os coreanos superaram adversários tecnicamente superiores por meio de uma marcação implacável e um sistema defensivo extremamente compacto. A aposta é que, ao adaptar uma filosofia semelhante às suas próprias características, o Japão possa repetir aquele impacto no cenário global.

O desafio, contudo, é considerável. Após o sorteio dos grupos da Copa de 2026, o Japão caiu em uma chave complicada ao lado da Holanda, da Tunísia e do vencedor da repescagem europeia, que envolve Ucrânia, Suécia, Polônia e Albânia. Não haverá rivais fáceis no caminho.

Ainda assim, munido de uma identidade tática clara, embalado por bons resultados e motivado pelo legado histórico, o Japão vai à América do Norte determinado a ser muito mais do que um simples coadjuvante.

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