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Brasil 1950: O Maracanazo — O maior choque da história do futebol

Mais de 170 mil torcedores lotaram o Maracanã aguardando a consagração do Brasil como campeão mundial. O que presenciaram, no entanto, foi a derrota mais devastadora da história do esporte — uma cicatriz que o país carrega até hoje.

A Copa do Mundo da FIFA de 1950 ocorreu no Brasil entre 24 de junho e 16 de julho, marcando o retorno da competição após uma pausa de doze anos devido à Segunda Guerra Mundial. Jogando em casa, com um elenco montado para conquistar o título e diante de multidões recordes, o Brasil era o favorito absoluto.

O regulamento daquela edição era atípico: em vez de uma final única, os quatro semifinalistas disputaram um quadrangular final. Antes da última partida no Maracanã, o Brasil precisava apenas de um empate contra o Uruguai para erguer a taça. O estádio recebeu um público recorde de 199.854 pessoas, o maior já registrado na história dos Mundiais. A possibilidade de uma derrota brasileira sequer passava pela cabeça dos torcedores.

Durante 47 minutos, o roteiro parecia perfeito. Friaça abriu o placar para os donos da casa, e a festa já tomava conta das arquibancadas. Contudo, Juan Alberto Schiaffino — eleito posteriormente o maior jogador uruguaio do século XX — empatou a partida, e Alcides Ghiggia concretizou a reviravolta impressionante com um chute rasteiro, definindo o placar em 2 a 1. O Maracanã mergulhou em um silêncio absoluto.

A dimensão da tragédia foi imediata. Dois torcedores tiraram a própria vida nas arquibancadas do estádio carioca. O capitão brasileiro, Augusto da Costa, que deveria levantar a taça Jules Rimet diante de seu povo, viu o uruguaio Obdulio Varela erguer o troféu. O país entrou em luto profundo. Os jogadores do Uruguai retornaram como heróis, e seu feito recebeu o nome que perdura até hoje: o Maracanazo.

O trauma deixou marcas por décadas. Como consequência imediata, o Brasil abandonou suas camisas brancas, utilizadas naquela final, e adotou o icônico uniforme amarelo, que se tornou a identidade mundial da Seleção. Desde aquele dia, a equipe nunca mais voltou a vestir branco.

Artilheiro: Ademir (Brasil) — 8 gols

Elenco campeão: Maspoli, Míguez, Schiaffino, Morán, Tejera, R. Andrade, M. González, Varela, Ghiggia, Pérez, Gambeta, Paz, J. González, Ortuño, Brito, Vilches, Rijo, Piñín, Vidal, Martínez, Romero, Burgueño

Treinador: Juan López

Partida com mais gols: Brasil 7-1 Suécia

Total de gols: 88 | Média por partida: 4,00

Partida com maior público: 199.854 — Uruguai x Brasil | Média de público: 48.607

05

dias

22

horas

24

min

11

seg

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